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Há lembranças que não cabem em palavras, que não foram fotografadas. Jamais compartilhadas, vivem. Vivem apenas no fundo da memória, no imenso bau de emoções que é a alma humana. Cenas para se lembrar sozinho, em um quarto escuro num dia chuvoso. Para sentir saudades nas tardes de sol. Lembrar, e evitar agora, a palavra que nunca existiu. Diálogo que falha, o melancólico silêncio que veio com a primavera.
Escrito por Bru Buzzo às 20h40
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